Diversidade para a publicidade e para quem faz a publicidade

Fábio Sohfer Publicitário curioso e acumulador de cultura pop.

A diversidade está aí, isso é um fato. Não se pode mudar isso, apenas abraçar a mudança. E falar com a diversidade tem sido um dos maiores desafios da publicidade atual, pois a propaganda sempre teve que lidar com estereótipos para se comunicar e vender a sua ideia. Porém ainda existe um receio de romper certos padrões e alimentar a diversidade como se ela fosse ruim a nossa sociedade. Mas vou te dizer uma coisa, nossa sociedade é diversa, só não faz questão de enxergar isso, AINDA.

Algo que não levemos tanto em consideração é que pra falar sobre diversidade, é necessário ter essa diversidade falando e infelizmente não é isso que encontramos na maioria das agências, um ambiente geralmente formado por homens caucasianos e hipsters. Onde estão as Mulheres? Os Negros? Os Gays? Sim, eles existem mas em sua maioria são exceções e para eles estarem na frente das campanhas é necessário estar por trás delas também.

A publicidade sempre pisou em ovos com alguns temas, mas também já chegou chutando outros, um exemplo é a temática LGBTQ, um assunto antigamente utilizado mais para causar choque e estranheza do que realmente dar voz a esse público sempre marginalizado.

As mulheres infelizmente não tinham meio-termo ou eram as gostosonas dos comerciais de cerveja ou as donas de casa que tinham um fogão no lugar da cabeça. No caso dos negros ainda é um pouco mais complexo já que o preconceito velado é feito até hoje, onde o negro nunca é visto com papel de protagonista, mesmo a população nacional em sua grande maioria ser negra.

Um fato que temos que nos conscientizar é sobre a importância da comunicação e todo o poder que ela tem de questionar estereótipos, sensibilizar  e educar sobre as diferenças. E também ter ciência que ela pode fazer justamente o oposto de tudo isso. Cada vez mais temos que usar a propaganda não só como arma de venda, mas para a construção de um mundo com mais empatia, respeito e igualdade.

Criatividade não tem cor ou orientação sexual e quanto mais pontos de vista sobre a criação de algo, melhor. Essa pluralidade agrega valor não só para o ambiente de uma agência, mas para tudo o que for criado. Antes de falarmos temos que dar voz aqueles que nós queremos que nos escutem.

A diversidade está aí, isso é uma fato. Não se pode mudar isso, apenas abraçar a mudança.

Empreender é uma linha reta, mas é preciso entender as curvas para alcançar o sucesso.

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